Parque de Águas Claras pede socorro


    Em uma conversa franca, o Superintendente fala da implementação de novos projetos para o Parque de Águas Claras.  O Parque de Águas Claras é lindo! Conta com uma grande área arborizada.   Em uma cidade que é uma selva de pedras, serve como único espaço verde de lazer para moradores e frequentadores. Em compensação, devido à falta de educação de algumas pessoas, e com a ausência de regras, este lugar está se tornando uma área perigosa para o lazer. Caso não haja providências, em breve poderão ocorrer acidentes graves, até mesmo fatais!

   Segundo o Superintendente, a frequência do parque gira, atualmente, em torno de 1.700 pessoas/dia, durante a semana, e 2.300 pessoas/dia, nos finais de semana.
 Durante a visita que fizemos, no final de semana, observamos perigos iminentes, em vista do trânsito caótico envolvendo carros, pedestres (adultos e crianças) e animais. Isso sem contar com a presença de bicicletas, patins e outros.

  Questionado sobre possíveis soluções para os problemas constatados, respondeu-nos o Superintendente que  “o parque tem uma única pista de caminhada, não devidamente sinalizada, ainda, desde a sua implantação. Como vem sendo utilizada tanto por pedestres como por ciclistas e skatistas, é muito difícil, neste momento, proibir o acesso de um ou de outro.

    A solução encontrada, em médio prazo, é a construção de outra pista, com a devida sinalização, o que permitirá a separação de usuários. Esta obra foi anunciada pelo Senhor Governador em maio deste ano, e está em fase de projetos, orçamentos e planejamento, devendo ter seu início até outubro de 2013. Com relação a veículos, que não trafegam por esta via, o acesso foi proibido, após uma parceria estabelecida com a Universidade do Planalto (UNIPLAN) que cede seu estacionamento nos finais de semana. Ainda é permitido o acesso de veículos de PNE, idosos, gestantes ou crianças de colo. Mas, brevemente, o Parque contará com um serviço de carrinhos elétricos, tipo “campo de golfe”, que transportarão todas as pessoas classificadas como “preferenciais”.

     Diante da observação da perigosa velocidade praticada dentro do parque por alguns motoristas, esclareceu-nos não haver registros de acidentes, somente incidentes. “O que chegou a acontecer e nos fez rever rapidamente as atitudes a serem tomadas foi que o trânsito na via de acesso a Sede Administrativa estava ficando cada vez mais congestionado, porque motoristas estavam estacionando sobre a grama e, às vezes, até em fila dupla. O policiamento do Parque, que é exercido pela Polícia Militar Ambiental, não estava mais conseguindo controlar o caos instalado, surgindo, assim, atritos entre frequentadores, cada um se achando com mais direito sobre o outro de estacionar ou trafegar com liberdade”, concluiu o Superintendente.
   Questionado sobre a falta de banheiros, o Superintendente esclareceu-nos sobre a existência de dois blocos de sanitários, localizados exatamente nas áreas de maior afluência de público. O primeiro encontra-se ao lado da Sede da Administração do Parque e o segundo, próximo ao recém inaugurado Centro de Educação Ambiental. Está prevista a construção de um terceiro bloco ainda este ano, próximo a entrada principal, onde se localiza a Guarita de Segurança. É prevista também a construção de um conjunto de ginástica para terceira idade (PEC).

 Em Brasília existe o Parque da Cidade, onde veículos não se misturam com pedestres, e há faixas separando os ciclistas. O Parque Olhos d’Água, na Asa Norte, semelhante em extensão ao Parque de Águas Claras, apresenta regras em que carros são impedidos de transitar, permitindo-se só a permanência de pedestres naqueles espaços. Diante da nossa sugestão de os dois parques citados servirem como exemplos para o Parque de Águas Claras, respondeu-nos o Superintendente que podem, devem e serão seguidos. 

O Parque de Águas Claras cresceu muito rápido e desordenadamente acompanhando, o mesmo ritmo de crescimento da cidade que o abriga. Mas ainda é tempo de ajustá-lo e de maneira melhor do que o dos exemplos citados, pois as pistas serão totalmente independentes para cada atividade, ao contrário do que acontece no Parque da Cidade, em que uma simples demarcação no solo não impede que maus ciclistas ou maus pedestres avancem para o lado indevido. Além disso, quando estiverem circulando os carros elétricos, nenhum outro veículo transitará mais no interior do Parque, a menos que seja de Emergência, Policiamento ou Serviços.

   Outra observação feita pela nossa reportagem foi o LIXO, garrafas PET jogadas no córrego. Diante disso, respondeu-nos que “Infelizmente este é um fato que ainda não se consegue controlar, apesar de todos os apelos feitos pelos Agentes de Parque e Policiais Ambientais que ali trabalham. Alguns detritos são lançados a montante no Parque e são carregados pelo próprio córrego. Outros são lançados pelos próprios frequentadores. Constantemente se faz campanhas de educação ambiental, alertando para os prejuízos decorrentes destas atitudes. Mas, infelizmente, ainda estamos longe do ponto ideal de conscientização da comunidade. Mesmo assim, são frequentes os eventos promovidos por diversas entidades para mutirão de limpeza. O próprio Centro de Educação Ambiental, totalmente reconstruído a partir do salão de festas da Residência Oficial, é encarrego destas atividades. A ideia é congregar escolas públicas e particulares com aulas práticas e teóricas sobre como conviver com o Meio Ambiente sem danificá-lo”.

   Tendo esta redação recebido sugestões de duchas à vapor, como as existentes no Parque da Cidade, a posição apresentada foi a de que “o IBRAM está cuidando da parte comercial, de patrocínios e de concessionários, que implica a observância de toda uma legislação por se tratar de área pública. Brevemente teremos novos concessionários e demais equipamentos que devem constar na lista de qualquer Parque de boa qualidade como pretendemos que seja o de Águas Claras. Agradecemos as sugestões e colocamo-nos sempre à disposição para dialogar com os mais diversos segmentos da comunidade”, conclui o Superintendente, Pedro Luiz Cezar Salgado.
Compartilhar

Por: SAC Sistema Alternativo de Comunicação